quarta-feira, abril 08, 2009

Escola Barth

Prédio projetado por Souza Aguiar, em 1906, a Escola Municipal Barth foi construída com doação do comerciante suiço Alberto Barth, e inaugurada em 1907. Fica na Av. Oswaldo Cruz, 124.
Suas tarefas de ensino foram suspensas, em 1939, e ali instalado o Tribunal de Segurança Nacional, para julgamento dos envolvidos, tanto na Intentona Comunista de 1935, como no Golpe Integralista de 1938. Com a queda de Getúlio Vargas, e o retorno do país à normalidade democrática, voltou a funcionar como escola, já em 1946.
No início deste século foi alvo de protestos por cercar parte de praça pública em Botafogo para servir de pátio de recreio para os alunos. O notável é ter-se mantido com a mesma aparência com que foi inaugurada, sem quaisquer “obras de modernização”, o que se pode depreender das duas fotos mostradas; a P&B quando de sua inauguração, e a em cores, bem recente. É um belo exemplo de conservação.


quarta-feira, abril 01, 2009

Biblioteca Nacional

Teve origem nos sessenta mil volumes da Biblioteca Real trazidos de Lisboa em três etapas (1810-1811) após a chegada de Dom João ao Brasil.
Esteve, inicialmente, instalada em salas do Hospital da Ordem Terceira do Carmo, na atual Rua do Carmo, próximo ao Paço.
Instalada a biblioteca, seu acervo continuou a crescer através de compras, doações e pela entrega obrigatória de um exemplar de todo o material impresso quer nas oficinas tipográficas de Portugal quer na Imprensa Régia, no Rio de Janeiro. As obras podiam ser consultadas, mediante autorização, desde 1810, sendo franqueadas ao público apenas em 1814, logo após o término da organização do acervo.
Após a Independência, a Biblioteca passou a pertencer ao Brasil em razão de indenização paga conforme estabelecido na Convenção Adicional ao Tratado de Amizade e Aliança assinado pelos dois países em 1825, que indenizou a Família Real Portuguesa pelos bens deixados no Brasil. A Real Biblioteca passou a chamar-se Biblioteca Imperial e Pública da Corte.
Em 1858, a Biblioteca foi transferida das proximidades do Paço para o prédio nº. 60 da Rua do Passeio, hoje ocupado pela Escola Nacional de Música.
Com a abertura da Av. Central (hoje Rio Branco), foi reservado para a Biblioteca, pelo governo Rodrigues Alves, um terreno de 100x75m, ocupando todo um quarteirão dessa nova avenida. A pedra fundamental foi lançada em 1905, e a construção concluída em 1910, já no governo Nilo Peçanha. O traço é do Gen. Francisco Marcelino de Souza Aguiar. A foto que ilustra o post é de Augusto Malta e mostra a Biblioteca recém-inaugurada, no número 219 da Avenida Rio Branco.
Ao clicar aqui, o leitor terá acesso a uma animação promovida pela Biblioteca Nacional.


quarta-feira, março 25, 2009

Capela Nossa Senhora da Cabeça


A pequena igreja, situada à Rua Faro nº 80, no bairro do Jardim Botânico, é uma das mais antigas da cidade. Sua construção se deu por volta de 1603, em terras do Engenho d'El Rei que se estendia desde a Lagoa Rodrigo de Freitas _então chamada de Sacopenapã_ até o sopé do Corcovado, e do Humaitá até a Gávea. Hoje, está em terreno da Casa Maternal Mello Matos, um abrigo para crianças mantido por religiosas.

Embora tenha sido submetida a obras em 1856 e na primeira metade do século XX, manteve os traços característicos da época em que foi construída. Fachada simples, com frontão triangular, porta com beirais de cantaria, duas janelas gradeadas e entrada com alpendre sustentado por duas colunas toscanas.

Pode ser visitada, de segunda à sexta-feira, de 09:00 às 16:30h. Contato pelo telefone (21) 2512-5565.

A cabeça a que se refere a designação é o nome de um pico da Serra Morena, na Andaluzia, Espanha, onde, em 1227, em meio a uma fogueira, Nossa Senhora apareceu diante do pastor Juan de Rivas. Pedia que o pastor fosse à vila de Andújar avisar ao povo que Deus queria que fosse, naquele local, construído um santuário. Juan prometeu atender ao pedido, mas receou que não acreditassem nele. A Virgem, então, restituiu-lhe o braço que lhe havia sido decepado na luta contra os mouros; o milagre serviria de prova. A população, entusiasmada, proclamou Nossa Senhora da Cabeça padroeira da vila, e construiu, no local da aparição, um belo santuário.

quarta-feira, março 18, 2009

Praça Tiradentes

A atual Praça Tiradentes teve origem, nos idos do Séc. XVII, no desmembramento do então chamado Campo de São Domingos. Em 1690 chamava-se Rossio Grande, em clara alusão ao Largo do Rossio lisboeta; mais tarde, passou a Campo dos Ciganos, devido à chegada, de Portugal, de um grupo desses nômades, e que ali montaram, por algum tempo, suas barracas. A partir de 1747, com a construção da Capela de NªSª da Lampadosa, passou a ser conhecida como Campo da Lampadosa. Em 1808, passou a ser o Campo do Polé, graças à instalação, no local, de um pelourinho. Em 1821, passou a ser chamada Praça da Constituição; D. Pedro, assumindo o posto de Príncipe Regente, jurou fidelidade à Constituição Portuguesa de uma das varandas do Real Teatro São João que ficava onde, hoje, encontra-se o Teatro João Caetano. Finalmente, em 1890, ao aproximar-se o centenário da morte de Joaquim José da Silva Xavier, passou a ter o nome de Praça Tiradentes, pela proximidade do local onde se acredita ter sido enforcado o protomártir da Independência.

No centro da praça, o monumento a Pedro I, mandado erigir por Pedro II, foi inaugurado em 1862. Apresenta o Imperador a cavalo, fardado de general, segurando com a mão esquerda as rédeas, enquanto com a direita exibe a Constituição de 1824.(Há quem acredite tratar-se das cartas recebidas às margens do Ipiranga.) No pedestal, quatro estátuas de bronze representam os rios Amazonas, Paraná, São Francisco e Madeira. O monumento nasceu de um concurso internacional, em 1855, vencido pelo brasileiro Maximiliano Mafra, e foi construído em Paris por Louis Rochet ( 3º colocado no mesmo concurso) que tinha como aprendiz o jovem Auguste Rodin.

Em 1865 acrescentaram-lhe quatro alegorias representando as virtudes das nações modernas: a Justiça, a Liberdade, a União, e a Fidelidade, depois transferidas para a Praça NªSª da Paz, em Ipanema. O gradil foi instalado em 1865, e dos oito lampiões iniciais, restam 5. O monumento foi recentemente restaurado (2006) e as alegorias retornaram, devolvidas à Praça.

Nas proximidades há, ainda, alguns prédios de valor histórico, tais como: o Solar do Visconde do Rio Seco (Pça. Tiradentes, 67), a Igreja do Santíssimo Sacramento (Av. Passos, 50), a casa de Bidu Sayão (Pça Tiradentes,48) e as casas de números 5 e 11 da Rua Gonçalves Ledo.

Na foto grande, do início do século passado, vê-se trecho da praça. No postal, também do início do Séc. XX, podemos apreciar alguns detalhes; e a foto colorida, mais recente, mostra a ausência de vários lampiões.





quarta-feira, março 11, 2009

Convento da Ajuda

No local onde existia, desde o início do séc. XVI, a ermida de Nª Sª da Ajuda, foi construído o Convento. A pedra fundamental foi lançada em 1745, mas o convento só começou a funcionar em maio de 1750, com doze postulantes na clausura, a viver sob a Regra das Concepcionistas Franciscanas com as Constituições do Mosteiro da Luz, de Lisboa, adaptadas ao nosso país. O chafariz, conhecido como das Saracuras, é obra de Mestre Valentim, foi inaugurado em 1795 no pátio interno do convento, e desde 1917, encontra-se na Praça Gen. Osório, em Ipanema. A foto acima mostra o chafariz onde as freiras lavavam suas roupas.

O mosteiro ficava localizado no início do caminho dos arcos, hoje Rua Evaristo da Veiga, onde permaneceu até 1911. Atualmente, o convento está na Rua Barão de São Francisco, 385, em Vila Isabel.

A vida do convento começou com monjas de Santa Clara, vindas do Mosteiro do Desterro, na Bahia, e que permaneceram até cerca de 1766.

O corpo de D. Maria I, mãe de D.João, foi enterrado no interior do convento, onde permaneceu até ser transladado para Lisboa. Também lá esteve o corpo de D. Leopoldina, primeira esposa de D. Pedro I, até a demolição, quando passou para o Convento de Santo Antonio (no Largo da Carioca) onde permaneceu até 1954, quando foi transladado para o Museu do Ipiranga, em São Paulo.

Em 19 de maio de 1855, o governo imperial baixou a Lei Nabuco, que proibia as admissões nas ordens religiosas. O convento permaneceu com apenas 4 freiras, além da madre-superiora que pediu várias vezes a intervenção da Princesa Isabel, de forma a permitir a admissão de postulantes, nada conseguindo. O noviciado só foi reaberto com a República, já no ano de 1891.

Nas fotos abaixo vemos o convento, em 1907, com o Palácio Monroe ao fundo; nota-se a Av. Central (atual Rio Branco) pronta, com postes separando as pistas de rolamento, e parte da Praça Floriano (que seria ampliada com a utilização de trecho do terreno do Convento). Na última foto, tirada em sentido contrário, pode-se ver, ao longe, parte da fachada do Theatro Municipal.






quarta-feira, março 04, 2009

Fonte da Saudade

Seguindo o caminho de São Clemente, o Príncipe D. João chegava à Lagoa justo na praia da Piaçava, no sopé do morro da Saudade. Dali, que era um porto de canoas, Sua Alteza alcançava o Jardim Botânico navegando pelas águas tranqüilas da Lagoa.

Consta que havia, junto à praia da Piaçava, uma fonte onde, nos princípios do Séc XIX, lavadeiras portuguesas iam lavar roupas. E cantavam fados, relembrando com saudades a terra distante. A fonte vertia uma água mágica. Rezava a lenda que quem dela bebesse nunca mais esqueceria as belezas do lugar.

Hoje, o espaço entre as faldas do Morro da Saudade e a Lagoa ampliaram-se graças aos aterros da época do prefeito Carlos Sampaio, mas a região manteve o nome. E o prédio de número 111, da Rua Fonte da Saudade, exibe, em seus jardins, uma alegoria da Fonte.

As fotos mostram a fonte em foto de Malta (1890), a praia da Piaçava sendo aterrada (c.1910), e a homenagem no jardim do edifício.








quarta-feira, fevereiro 25, 2009

Praça Seca

Na verdade, não é uma praça, mas uma área da XVI Região Administrativa do Rio (Jacarepaguá); nem seria Seca, já que esta palavra é uma corruptela de Asseca. É que as terras pertenciam a Martim Correia de Sá e Benevides Velasco (filho do primeiro governador do Rio de Janeiro), Visconde de Asseca na nobiliarquia portuguesa.

As terras de Martim de Sá abrangiam vasta área, desde o atual Campinho, pelo vale do Pau Ferro, até o mar.

O local que começou a ser conhecido como Largo do Visconde de Asseca, teve o nome resumido, mais tarde, para Largo do Asseca, depois Largo d'Asseca, e por fim, Praça Seca.

quarta-feira, fevereiro 18, 2009

Bairro do Leblon

Quando os franceses chegaram, em 1555, a região abrangida pelos atuais bairros do Leblon, Ipanema, Gávea e Jardim Botânico era ocupada pelos índios Tamoios. E assim continuou até que o governador do Rio, Antônio Salema (1575-1578) desejoso de construir um engenho de açúcar às margens da Lagoa Rodrigo de Freitas, decidiu livrar-se dos tamoios. Mandou espalhar, pelas cercanias, roupas que haviam sido usados por doentes de varíola. Os índios foram exterminados pela doença.

Bem mais tarde, em 1845, instalou-se junto ao litoral um estabelecimento para beneficiar óleo de baleia. Pertencia ao francês Charles Le Blond (ou Le Bron), origem do nome Leblon.

Por volta de 1880, a Campanha Abolicionista já andava movimentando a cidade, e criado "quilombos abolicionistas". Um desses "quilombos" foi constituído, no alto Leblon, por iniciativa de José Seixas Magalhães (ou José de Guimarães Seixas), rico comerciante português, que lá comprou uma chácara onde cultivava camélias, e abrigava negros fugidos.

Em 1918 construiu-se a ponte que liga a Vieira Souto à Delfim Moreira, Em 1920, o prefeito Carlos Sampaio promoveu o saneamento da Lagoa e a construção dos dois canais (o do Jardim de Alá e o da Av. Visc. de Albuquerque). Em 1938, com a segunda ponte, unindo a Visc. de Pirajá à Ataulfo de Paiva, o bonde chegou ao Leblon, unindo este bairro à Gávea, e a Ipanema e Copacabana.

Na foto, o Leblon, Gávea e parte da Lagoa Rodrigo de Freitas, em 1938.



quarta-feira, fevereiro 11, 2009

Associação Cristã de Moços

A Associação Cristã de Moços foi fundada em Londres, em 1844, pelo jovem George Williams (1821-1905). Foi trazida para o Brasil pelo americano Myron Clark que fundou no Rio, em 1893, a primeira ACM da América Latina, em uma sala na Rua Sete de Setembro.

A primeira sede própria foi adquirida em 1896, na Rua da Quitanda, 47. Em 1922, foi pioneira na Rua Araújo de Porto Alegre, recém-aberta na esplanada que resultou do desmonte do Morro do Castelo. Esse é o prédio mostrado na foto. É de se notar, ao longe, os fundos da Igreja de Santa Luzia.

Atualmente, a ACM está localizada à Rua da Lapa, 86, em prédio que se pode ver na foto colorida.



quarta-feira, fevereiro 04, 2009

Viaduto dos Cabritos


O viaduto construído na Rodovia Rio — São Paulo (BR-465), sobre a Av. Brasil, nas proximidades da fábrica da AMBEV, em Campo Grande, recebeu o nome de Viaduto Engenheiro Oscar Brito.

Entretanto, o povo logo o abreviou para Viaduto Oscar Brito, o que, fatalmente, acabou por transformá-lo em Viaduto dos Cabritos.

A corruptela pegou, já que, até em documentos da Prefeitura, há referências ao Viaduto dos Cabritos, como se esse fosse o nome oficial da obra. (veja, na figura, trecho de relatório de obras em site da Prefeitura _o grifo é meu).



quarta-feira, janeiro 28, 2009

Rua Carvalho de Mendonça

Pequena rua em Copacabana que une a rua Duvivier à Rodolfo Dantas. É ladeada por edifícios construídos no início década de 1950, com apartamentos minúsculos chamados, à época, J K (janela e kitchenette), muito usados como garçonnière (palavra muito usada na época, hoje em desuso, inclusive por não mais existirem tais locais "especializados").

Pois consta que uma noite, um rapaz, já bêbado, gritou da calçada: «Joga a chave, meu amor!» muitas chaves foram atiradas e uma, ligada a um chaveiro mais pesado, acertou-o em cheio na testa, forçando-o a ir a um hospital levar alguns pontos...

João Roberto Kelly agarrou a dica e compôs para o carnaval de 1965 uma marchinha que fez enorme sucesso: «Joga a chave, meu amor!».

O local foi repleto de barzinhos, muitos deles mal frequentados, o que fazia quase permanente a presença da polícia na rua.

Alheios a esses problemas, existiam uns poucos lugares onde se podia ouvir a melhor música dos anos 1960. E barzinhos de vida mais calma, como o Manhattam e o Kilt Club; este, propriedade do Pierre, que havia sido garçom do Bacarat. No Kilt, só se podia entrar de paletó; e havia vários, na portaria, para emprestar aos frequentadores conhecidos.

Hoje, nada mais que pequenas lojas, alguns brechós e tranquilos transeuntes.

A propósito, a rua homenageia a Manuel Inácio Carvalho de Mendonça, que nasceu em 2 de dezembro de 1859, em Minas Gerais, e faleceu em 19 de setembro de 1917. Formou-se em Direito, em 1881, pela Faculdade de São Paulo. Veio para o Rio de Janeiro, onde foi frequentador assíduo do Apostolado Positivista do Brasil, como positivista ferrenho que era. Publicou diversas obras na área do Direito e do Positivismo.




quarta-feira, janeiro 21, 2009

São Sebastião

O padroeiro da cidade tem um monumento na Praça Luiz de Camões (nome oficial do que é conhecido, também, como Largo do Russel), bem próximo do local onde teria aparecido, em 20 de janeiro de 1567, para os portugueses, chefiados por Estácio de Sá, que lutavam contra os franceses e tamoios.

Graças à ajuda do Santo, os portugueses levaram a melhor no combate contra o forte de Biroaçumirim, que existia no outeiro onde hoje está a igreja da Glória. Nessa batalha, que consolidou a posse dos portugueses, Estácio sofreu o ferimento que lhe causou a morte.

A estátua tem 7m de altura, é obra de Dante Croce, Curzio Zani e Arnaldo Valilo, e foi entronizada ali quando dos festejos do 4º centenário da cidade, em 1965.

A igreja de São Sebastião, dos capuchinhos, que existia no Morro do Castelo foi transferida para a Tijuca, onde fica à Rua Hadock Lobo, 266. A nova catedral, erigida na esplanada do morro de Santo Antonio, Av. República do Chile, 245, também é consagrada ao santo padroeiro da cidade.

Na foto, a estátua do Largo do Russel.


quarta-feira, janeiro 14, 2009

Ilha de Guaratiba

A região conhecida como Ilha fica no bairro de Guaratiba, local que concentra a maioria das chácaras produtoras de plantas ornamentais da cidade. Quem ouve falar do local pode imaginar tratar-se, de fato, de uma ilha.

Na verdade, seu nome vem da corruptela do nome de antigo proprietário de grande gleba, um certo William. Como os moradores locais não sabiam pronunciar corretamente o nome do proprietário, chamavam-no de Sr. Ilha, o que acabou fixando o nome do local como Ilha de Guaratiba.

No mapa vê-se a região e, notadamente, a Estrada e o Morro da Ilha.



quarta-feira, janeiro 07, 2009

Igreja da Matriz

A Igreja de São João Baptista da Lagoa, construída em 1831, na Rua Voluntários da Pátria, 287, substituiu a Capela de Na. Sa. da Conceição criada pelo Príncipe D João, em 1809, às margens da Lagoa Rodrigo de Freitas, para atender a rarefeita população do Catete à Gávea.

Conhecida como Igreja da Matriz, dá nome à rua que lhe fica em frente. O santo a que é consagrada dá nome, também, ao cemitério de Botafogo e à rua que fica em frente a seu portão principal.

Foi onde Nilo Peçanha casou-se, em 1895, com Ana de Castro Belisário Soares de Sousa de aristocrática família de Campos dos Goytacases (cidade de nascimento de Nilo Peçanha). Foi um escândalo: a noiva teve que fugir de casa para casar-se, pois a união com um mulato era desaprovada pela família. Em 1903, Nilo Peçanha foi eleito sucessivamente senador e presidente do estado do Rio de Janeiro, permanecendo no cargo até que, em 1906, foi eleito vice-presidente da república, assumindo a presidência, em 1909, por motivo do falecimento de Afonso Pena.

A igreja é de estilo neoclássico. Participaram de sua construção os arquitetos Francisco Joaquim Bettancourt da Silva, e Adolpho Morales de los Rios. Na foto, a fachada da igreja vista da Rua da Matriz.



quarta-feira, dezembro 31, 2008

Ano Novo em Copacabana

Desde, pelo menos, os anos 1950, na noite de 31 de dezembro, a praia de Copacabana era freqüentada por adeptos de cultos de origem africana, como candonblé e umbanda.

Vestidos de branco, reuniam-se, em pequenos grupos, cultuando seus rituais, cantando hinos e dançando. Lançavam, ao mar, flores e presentes para Iemanjá, como agradecimento das bençãos recebidas no ano que findava, e oravam por novas bençãos para o próximo. Eram comemorações quase silenciosas, cercadas de alguns curiosos que, respeitosamente, assistiam os ritos.

Em 1976, o Hotel Meridién inventou uma queima de fogos desde seu terraço. Esse evento acabou por repetir-se, e instituir a queima de fogos por vários hotéis e restaurantes da Avenida Atlântica.

Chegou, então, um prefeito que, em 1992, vislumbrou um potencial de marketing no evento e estragou tudo, transformando a respeitável festa em verdadeira baderna, com torres emitindo som em volume exagerado até alta madrugada, e atraindo milhões de pessoas que emporcalham toda orla. O prefeito conseguiu transformar a festa em um completo absurdo.

As fotos mostram, acima: oferendas a Iemanjá; e, abaixo: dois milhões de pessoas na areia.




quarta-feira, dezembro 24, 2008

Natal VARIG

A todos, os melhores votos de um Feliz Natal,
e 3 filmetes da nossa VARIG:


Natal (48seg):




Pequena História (5min45seg):




Publicidade com o "Seu" Cabral (40seg):




quarta-feira, dezembro 17, 2008

Ilha Rasa




A cerca de 10 km da entrada da barra, encontra-se a Ilha Rasa e seu conhecido farol que, à noite, exibe dois lampejos brancos e um vermelho visíveis da orla de Copacabana, Ipanema e Leblon.

Em virtude dos perigos que a entrada da Baía da Guanabara oferecia aos navegantes, o príncipe D.João atendendo a pedido da Junta de Comércio determinou, em 1812, a construção de um farol na Ilha Rasa. Entretanto, ele só seria inaugurado em 31 de julho de 1829.

A construção, de alvenaria, levantada por escravos, é quadrangular e tem 26m de altura, totalizando 110m acima do nível do mar. Exibia uma fogueira acesa, ao anoitecer, no topo da construção. Em 1883, o farol passou a ser operado por um sistema elétrico fornecido pela empresa Maison Soutter et Lemunier, substituído, em 1909, por outro, fabricado pela Maison Turenne. Em 1907, foi instalada, na ilha, um posto pluviométrico e, em 1909, uma estação radiotelegráfica. Em 1913 foi instalada uma buzina de cerração. O alcance atual do farol é de 25 milhas náuticas (46km).

A Marinha mantém uma guarnição na ilha. Hoje já há um heliponto, mas o abastecimento ainda é feito via marítima; não existe local para atracação, mas um pequeno guindaste auxilia o desembarque.

A ilha serviu de prisão não só para o catedrático José Oiticica, por ocasião da revolução de 1924, como recebeu prisioneiros durante o Estado Novo. Atualmente, é um lugar bastante procurado para mergulho, dada a variedade de ambientes: costões, lajes e grutas.

Nas fotos: o prédio do farol; um aspecto da ilha; e uma vista aérea.



quarta-feira, dezembro 10, 2008

Postos de Salvamento

As fotos mostram os postos de salvamento em diversas etapas de sua existência.



Os primeiros postos de salvamento surgiram ainda antes de 1910. Eram mastros que sustentavam pequenas plataformas onde permanecia um guarda-vida vigiando as pessoas que se banhavam. Nota-se, na foto, que a Avenida Atlântica era ainda a rua de serviço mandada abrir por Pereira Passos e que perdurou até seu primeiro alargamento, em 1918.


A segunda foto, de cerca de 1938, já mostra um posto de salvamento de concreto, embora dentro do mesmo espírito do anterior. Vê-se uma Avenida Atlântica já bastante ocupada por construções.


O terceiro modelo, que perdurou desde a década de 1940 até a de 1970, já era bem mais evoluído: dispunha de um bar, no térreo, e de um 'escritório' (com telefone) que se alcançava por uma escada. Dispunha, também, de um relógio que podia ser visto da praia.


Com o alargamento da avenida na década de 1970, em que o calçadão dos prédios estendeu-se e abarcou até a antiga calçada junto à areia, novos postos foram idealizados. O projeto de Sérgio Bernardes, mostrado na foto colorida, pretendia passar quase despercebido pela população, com uma mínima interferência na paisagem, embora dispusesse de banheiros e um chuveiro público sob o deque.



Durante a década de 1980 os postos passaram por um período de decadência. Encontravam-se depredados, os chuveiros já não funcionavam e os banheiros inutilizáveis quando a Prefeitura reformou-os, cercou-os com grades, e passou a cobrar pelo uso dos sanitários. Talvez para aliviar os custos, passou até a admitir publicidade, tornando visível o que pretendia ser quase imperceptível.


quarta-feira, dezembro 03, 2008

Rua Pedro Ivo

Circula, pela internet, um texto que afirma existir, em São Cristovão, uma rua chamada Pedro Ivo. Explica que quando estudantes foram tentar descobrir quem havia sido esse tal de Pedro Ivo, descobriram que, na verdade, a rua homenageava D.Pedro I, que quando foi rei de Portugal, foi aclamado como Pedro IV. Um funcionário da Prefeitura, ao pensar que o nome da rua fora grafado errado, havia acrescentado um "O" ao final. e o texto afirma: "O erro permanece até hoje. Acredite se quiser..."

Pois essa é uma história inventada. Conta-nos Brasil Gerson que essa rua em São Cristovão, na época da construção da casa da Marquesa de Santos, chamava-se Rua do Imperador. Com o fim da monarquia, os republicanos mais ardorosos mudaram seu nome para Pedro Ivo, homenageando o Capitão Pedro Ivo Veloso da Silveira, herói da Revolução Praieira, insurreição ocorrida em 1848, em Pernambuco, justamente contra o Imperador.

Hoje, a antiga Rua do Imperador chama-se Rua Pedro II. A casa da Marquesa de Santos é o Museu do 1º Reinado. E o herói pernambucano é homenageado em dois logradouros no Rio de Janeiro: a Rua Coronel Pedro Ivo, no Caju, e a Rua Pedro Ivo, na Cidade de Deus.

Ilustra o post o quadro "Museu do 1º Reinado" de J.Araujo.