O Morro do Desterro, chamado de Santa Teresa após o estabelecimento, ali, do Convento das Carmelitas (1750), era formado de chácaras que foram loteadas, a partir de 1828, com o propósito de urbanizar o local.
Pois o Largo do Guimarães, formado em 1857, está onde ficava a chácara pertencente a João Joaquim Marques de Castro, vendida em 1856, para Joaquim Fonseca Guimarães & Cia. Um dos acessos ao bairro era feito pela ladeira do Castro, que ligava a Rua Mata-Cavalos (atual Riachuelo) ao Largo do Guimarães.
Cruzando o morro de Santa Teresa, a pequena trilha que acompanhava os canos do Aqueduto da Carioca tornou-se, mais tarde, a Rua do Aqueduto, atualmente Almirante Alexandrino, uma das ruas que forma o Largo; as outras são Rua Paschoal Carlos Magno, e a citada Ladeira do Castro.
Em suas cercanias há inúmeros bares e restaurantes, além de brechós e lojas de artesanato, o que o tornou o point do bairro.
A linha de bonde que vai da Carioca ao Largo, custa apenas R$0,60 (sessenta centavos de Real), pagos no guichê junto ao prédio da Petrobrás.O regresso, outros 60 centavos pagos, desta vez, ao condutor. (Note que quem conduz o bonde é o motorneiro; o condutor é quem cobra a passagem.)
As fotos mostram as mesmas vistas no início do século passado e hoje. Nota-se que pouca coisa mudou no aspecto do Largo.
J. Carlos, desenhista e ilustrador, nasceu José Carlos de Brito e Cunha, no bairro de Botafogo, aos 18 de junho de 1884. É considerado um dos maiores chargistas e desenhistas de nossa imprensa. Faleceu em 2 de outubro de 1950, deixando uma vasta obra em mais de cem mil desenhos.
Aos 18 anos, começou sua carreira na revista Tagarela. Em pouco tempo estava em atividade em várias publicações como A Avenida, a Careta, OMalho, e Para Todos. Com um traço característico, representou vários tipos e a vida carioca de forma leve e interessante. Focalizou, de forma genial, os costumes, a moda, as praias, e o humor dos moradores da cidade.
Foi o criador de personagens marcantes como Almofadinha e Melindrosa; além dos personagens infantispara a revista Tico Tico, como Juquinha e Lamparina.
A rua que o homenageia fica no bairro do Jardim Botânico, bem sob o braço direito do Cristo Redentor.
Criado na Inglaterra em 1907, pelo general britânico Baden-Powell (1857-1941), o Escotismo comemora, neste ano, o seu centenário no Brasil.
Aqui chegou pelas mãos do pessoal de Marinha que foi receber os navios construídos pelos estaleiros ingleses, no início do século passado. Durante a construção, um pequeno grupo de brasileiros, que fiscalizava a construção, ficou morando na Inglaterra.
O Suboficial Amélio de Azevedo Marques era um deles. Matriculou o filho em um grupo de “Boy Scouts”. Este contato veio a interessar outros brasileiros. O resultado é que um grupo embarcado no “Encouraçado Minas Gerais”, comprou uniformes de “Boy Scouts” e os trouxeram para o Brasil.
O navio chegou ao Rio em 17 de abril de 1910, e já no dia 14 de junho, um grupo de Suboficiais embarcados nos navios da Esquadra fundou o Centro dos Boys Scouts do Brasil, no Catumbi, à Rua do Chichorro 13.
O Escotismo foi tão bem recebido que já a 11 de julho de 1917, por Decreto de nº 3297, o Pres. Wenceslau Braz declarou como de utilidade pública todas as associações brasileiras de escoteiros.
Grande escoteiro e iniciador dos Escoteiros do Mar foi Benjamin de Almeida Sodré (1892-1982). Talentoso no futebol, aos 16 anos já era titular do Botafogo de Futebol e Regatas (que veio a presidir em 1941), onde se sagrou campeão em 1910 e 1912. Fez parte de todas as seleções brasileiras de 1910 a 1916 e presidiu o Clube nos anos 1940. Ingressou no Movimento Escoteiro em 1917. Participou, em 1921, dafundação da Federação Brasileira de Escoteiros do Mar.Viria a ser conhecido, pelos escoteiros, como “Velho Lobo”, pseudônimo que adotara para assinar uma coluna sobre Escotismo na revista infantil “Tico-Tico”.
Benjamin Sodré escreveu e fez publicar, em 1925, o Guia Escoteiro. Foi um entusiasta do Escotismo e um importante divulgador da idéia de reunir em uma só organização, o Movimento Escoteiro, resultando daí a criação, em 1924, da União dos Escoteiros do Brasil. Fez brilhante carreira na Marinha, atingindo o Almirantado em 1954.
Afoto superior mostra o Gen. Robert Stephenson Smyth Baden-Powell, criador do Escotismo; a inferior, o “Velho Lobo”, Mimi Sodré, com o uniforme do Botafogo.
É certo que o cidadão Joaquim Francisco Guimarães mandou construir, em 1879, na Rua São Clemente, uma casa para moradia sua e da familia. Em 1945, a residência foi ocupada pelo Colégio Jacobina, fundado em 1902, pelas irmãs Francisca e Isabel Jacobina Lacombe.
O Colégio Jacobina funcionou nesse casarão até meados da década de 1980, quando fechou por graves problemas financeiros. A especulação imobiliária chegou a demolir parte do prédio, sendo obstada pela Prefeitura que conseguiu impedir a demolição da fachada, tombando-a em 1987.
Em 1997, a Prefeitura instalou ali o Centro de Arquitetura e Urbanismo (CAU-RJ).
Havia um jardim lateral, hoje ocupado por um acesso ao prédio vizinho.
Do prédio original resta apenas a fachada, que possui belo trabalho em cantaria; o restante foi reconstruído; hoje, o primeiro andar, corrido, é próprio para exposições de arquitetura e urbanismo.
A propósito, este Centro tem por finalidade:
- produzir e/ou apoiar pesquisas e estudos relativos aos planos urbanísticos da Cidade do Rio deJaneiro, por meio de sua história; e
- produzir e/ou apoiar a realização de exposições eventuais e temporárias sobre arquitetura e urbanismo.
A AEC do Rio de Janeiro foi fundada em março de 1880, na antiga sede do Jockey Clube, em um sobrado da Rua do Ouvidor. António Mathias Pinto Junior e quarenta e três jovens por ele convidados fundaram a Associação.
Em 1882 instalou-se em outro sobrado, na mesma rua. Em 1889, já pode adquirir um terreno na Rua Gonçalves Dias, onde construiu sua primeira sede própria, que ficou pronta em 1900.
Com a abertura da Av. Central (hoje Rio Branco), construiu, nesta via, uma nova sede, inaugurada em 1906. Em 1939 foi demolida para a construção da sede atual, com 15 andares e que aparece na foto em cores.
É de se notar que a primeira foto mostra, na então Av. Central, da direita para a esquerda, a AEC, a Casa Arthur Napoleão, o Clube de Engenharia, e depois da Rua Sete de Setembro o Edifício de O Paíz.
Às 13 horas de 14 de fevereiro de 1906, o centro da cidade foi surpreendido pelo fragor da queda do edifício do Clube de Engenharia que estava a ser construído na Av. Central (atual Rio Branco). Os operários, apanhados de surpresa, não tiveram tempo de fugir. Há foto de Malta mostrando como ficou o que era o edifício, cuja obra já atingira o terceiro andar. A Polícia abriu um inquérito mas, dias depois, com o início do Carnaval, o problema foi esquecido pelo público. Parece que a conclusão foi por a culpa em um Mestre-de-Obras.
Concluída a construção pela empresa R.Rebecci & Cia, o Clube projetado pelo Arq. Heitor de Melo, foi inaugurado em 16 de fevereiro de 1910.
O prédio era bastante pequeno, sendo substituído pelo que, atualmente, ocupa o mesmo lugar, na esquina da Av. Rio Branco com a Rua Sete de Setembro
O jornal O GLOBO, de 18 de novembro de 1953 noticiava: ''Na ordem do dia carioca a discussão sobre a nova marquise do Clube de Engenharia. Diz-se que, na ânsia de ser original, o arquiteto compôs um monstro sem originalidade alguma, de bocarra aberta, ameaçando os transeuntes. Para mim, é uma porta de ratoeira, que baixará ao tentar algum rato penetrar no clube.'' (Gabino Duque).
Realmente, a novidade causou verdadeiro frisson na população. Hoje, me parece, o morador do Rio não se importaria tanto com este detalhe, pois a cada dia, mais sujae emporcalha a sua cidade.
A foto acima nos mostra o prédio do jornal O Paiz, e seu empastelamento quando daRevolução de 1930, movimento que derrubou Washington Luiz da Presidência, elevou Getúlio Vargas ao poder.
Fundado, em 1884, por Quintino Bocaiúva (1836-1912), o jornal vinha defendendoos interesses da política do café com leite (alternância da Presidência da República entre São Paulo e Minas Gerais). Durante o Segundo Império, havia insuflado os militares contra D. Pedro II, até a derrubada da monarquia por Deodoro.
O jornal, inicialmente na Rua do Ouvidor, ocupou a esquina da Avenida com a Rua Sete de Setembro, e sua calçada exibia em pedras portuguesas o nome do jornal, como se vê na foto tirada desde um de seus andares.
O anunciado centenário é o da inauguração do prédio de número 180 da Avenida Central, hoje Rio Branco.
Projetado em estilo eclético pelo arquiteto italiano Tommaso Gaudenzio Bezzi (1844,Turim -1915, Rio), e construído por Bezzie pelo arquiteto Heitor de Mello (1875 -1920), em terreno selecionado quando do traçado da Avenida Central, na esquina da Rua de São Gonçalo, depois Av. Almirante Barroso. Heitor era filho doAlmirante Custódio de Melo
O prédio, inicialmente, tinha apenas quatro pisos, como se pode ver na foto acima. Mais dois andares lhe foram acrescentados desde então. O quinto andar foi levantado em 1928 e, o sexto, completado em 1939. Hoje, apresenta-se como mostrado na foto abaixo. É de se notar o crescimento dos oitís plantados na calçada.
No terceiro andar fica o salão nobre, com 150 metros quadrados, e decoração estilo Luis XV. Uma falsa clarabóia recebe iluminação artificial. As paredes apresentam pinturas de Helios Seelinger, e representam desde o céu até o fundo do mar; na superfície, vê-se a evolução de nossa Marinha, da caravela ao encouraçado e, abaixo, o fundo do mar, com sereias, nereidas e ninfas.
Em 1987, o prédio foi tombado pela Prefeitura da cidade.
Fundado, em 12 de abril de 1884, pelo então Capitão-de-Fragata Luiz Philipe de Saldanha da Gama, Oficial que se tornaria personagem de estatura nacional, o Clube Naval tem sido parte ativa e relevante na vida do país, tanto no final do Império quanto nos acontecimentos da República.
Assim é chamada a arte de podar as plantas de tal modo que formem figuras. Pois já tivemos verdadeiros artistas neste ofício.
Nos meus tempos de garoto, cada vez que ia ao Centro, ansiava chegar à Praça Paris para admirar, mesmo de dentro do ônibus, as esculturas de diversos animais, recortadas nas plantas. Consegui 'capturar' na Rede a foto de umadessas obras de arte que eu tanto admirava.
Hoje, a Praça é cercada, além de terem desaparecido com aquelas plantas. Talvez por ausência de artistas, talvez porque nestes tempos modernos não haja mais condições de se estar a recortar artisticamente as plantas com uma simples tesoura de jardineiro.
Talvez nos faltem jardineiros, como nos faltam calceteiros.
José Vieira Fazenda, autor de Antiquálias e Memórias de Rio de Janeiro, nasceu em 28 de abril de 1847. Era o terceiro de cinco filhos de Antônio Cândido Daniel e dona Rosa Maria Cândido Vieira. Estudou no colégio Vitório, na Rua dos Latoeiros (atual Gonçalves Dias), depois, no Colégio Pedro II, no internato criado em 1857. Bacharelou-se, em 1865, em Belas Letras. Aos 15 de março de 1866, matriculou-se na Escola de Medicina, tendo sido o orador de sua turma, que se formou em 1871.
Médico aos 24 anos de idade, Vieira Fazenda começou a exercer sua clínica na paróquia de São José, onde residia na Rua do Cotovelo (que dava acesso aoalto do Morro do Castelo). Abolicionista desde a juventude, foi membro da Sociedade Emancipadora, contribuindo, também financeiramente, com a entidade. Já na República, foi Intendente Municipal no biênio 1895-1896, um dos mais operosos no antigo Conselho Municipal.
Foi sua a proposta declarando o 20 de janeiro feriado municipal, transformada no Dec 239, de 10 de março de 1896, e sancionado pelo Prefeito Francisco Furquim Werneck de Almeida.
A par de seu trabalho como médico da Santa Casa, e do atendimento que fazia gratuitamente aos pobres na sua clínica da Rua do Cotovelo,foi colaborador do jornal A Notícia, de 1901 a 1913. Sócio efetivo da Sociedade de Geografia do Rio de Janeiro; professor na Academia de Altos Estudos. Veio a falecer em 19 de fevereiro de 1917.
Dá nome à pequena rua, ao lado do Clube Naval, entre a Almirante Barroso e a Rua Manoel de Carvalho que separa o Clube do Teatro Municipal.
D. Pedro, em seguida à Independência, ao saber que seria homenageado com uma estátua, agradeceu e até indicou o local: a Praça daAclamação (hoje Tiradentes). Porém, o prestígio popular de D.Pedro foi decaindo, e a comissão nomeada acabou por desistir do projeto. Houve outras tentativas: em 1838, a do Marquês de Paranaguá, Francisco Vilela Barbosa; em 1852, a do Vereador Domingos de Azeredo Coutinho; em 1854, a do Deputado João Antonio de Miranda; também o Instituto Histórico, por proposta de Joaquim Norberto, trabalhou para a feitura da homenagem, e foi outro insucesso.
Então, o Secretário da Câmara Municipal, Roberto Jorge Haddock Lobo, tomou a si a tarefa: promoveu campanhas, propôs comissões, solicitou subscrições; não desistiu. Eusébio de Queirós presidiu o grupo que escolheu, dentre os mais de 28 concorrentes, os três envelopes dos merecedores dos prêmios de um conto de réis. O primeiro prêmio foi concedido ao professor de pintura brasileiro João Maximiano Mafra; o segundo, ao alemão L.J. Bapp; e o terceiro, ao francês Louis Rochet, a quem coube a execução do projeto.
Dentre as sugestões apresentadas pelo artista francês, a principal era a retirada do chapéu que estava na mão do Imperador, substituindo-o pelo Manifesto às Nações (que alguns querem ver como a primeira Constituição ou mesmo as cartas que recebeu às margens do Ipiranga).
Quando parecia que tudo estava pronto, marcou-se o dia 12 de outubro de 1859 para a inauguração. As obras na base do monumento atrasaram a prontificação, o que forçou a um adiamento para de 25 de março de 1862, em que se comemorava a outorga da Constituição. No dia, ocorreu uma destas chuvas que o Rio de Janeiro conhece; tudo inundado e o trânsito, paralisado. Resultado: transferiu-se, novamente, a data para o domingo 30 de março.
Finalmente, embora o vento rasgasse o manto de cetim verde e amarelo que cobria a estátua, as famílias segurassem as colchas que pendiam das janelas apinhadas, e o povo se comprimia na praça, a família Imperial aproximou-se, eD.Pedro adiantou-se para o local da solenidade, bradando: “Viva a Independência do Brasil!”, ao mesmo tempo em que o monumento era descerrado sob vivas, salvas de artilharia, músicos e coros entoando hinos religiosos.
A foto nos mostra a Praça no ano da inauguração:1862.
Em seguida, após passar em revista a tropa formada para a cerimônia, dirigiu-se D. Pedro para o Teatro de São Pedro, onde se protegeu da chuvarada e dos raios.
Mas não cessaram aí os tormentos de tal monumento. Mais tarde, Humberto de Campos, com ironia, zombetearia:
Monumento infeliz, que nos deixa vassalo:
Brasileiros a pé, português a cavalo ! .
“E foi assim que nasceu, extraído a fórcipe das entranhas da indiferença coletiva e injuriado desde o dia em que veio à luz, o primeiro monumento público da cidade.” É como termina esta história contada por Roberto Macedo.
Transcrição de nota publicada na revista Careta, de 14 de janeiro de 1928, mantida a grafia da época:
«Os paizes, cuja riqueza se acha ligada á fertilidade do solo e á clemencia do clima, orientaram naturalmente a solução dos problemas do suscedaneo da gazolina para o alcool, como combustivel.
Diversas soluções têm sido lembradas aqui no Brasil, consistindo todas ellas na mistura do alcool com outros liquidos de baixo calor de vaporização, como o benzol, ether, etc., em proporções variaveis.
Na França, por exemplo, foi tornada obrigatoria pelo governo uma mistura de alcool e gazolina, variando as proporções do alcool de 20 a 45%.
No Colonia do Cabo, emprega-se uma mistura de alcool e ether, denominada “Natalite”.
Em Cuba também as misturas de alcool e ether têm grande preferencial.
No Brasil têm-se feito experiencias bem satisfatorias, mas ainda não está espalhado o uso dessa forma de combustível, para os motores.»
Para minha surpresa, já se usava o alcool como combustível no início do século passado...
Nesta época pré-campanha eleitoral, vale a pena recordar José do Patrocínio (1853-1905), conforme nos conta Humberto de Campos em seu livro Brasil Anedótico:
“Começava Patrocínio a ser hostilizado pelos propagandistas da República, que o acusavam de haver abandonado as suas fileiras, lisonjeado pelo beijo que a Princesa dera no seu filho pequeno, quando, num meeting, o grande abolicionista tentou falar.
- O Brasil... - ia começando, quando se deteve.
Atribuindo aquela pausa a um estado de decadência, a multidão começou a rir. Patrocínio olhou-a, do alto, e continuou:
Seu nome era José Datrino, nascido em 1917. Dizem que desde os 12 anos de idade tinha premonições sobre a missão que lhe era destinada na Terra.
Em 1961, em Niterói, um horrível incêndio queimou o Gran Circo Norte-americano durante uma função, matando mais de 500 pessoas, a maioria crianças. Consta que José Datrino, então, largou família e empresa, e, por quatro anos, viveu acampado no terreno onde havia ocorrido o incêndio, lá montando jardim e horta.
Depois desse tempo, passou a ser um andarilho pelas ruas do Rio, pregando o amor, a bondade, e o respeito, não só ao próximo como à Natureza. A partir de 1980, passou a pintar inscrições, em verde e amarelo, em pilastras do Viaduto do Caju. Hoje, as 56 pilastras com inscrições estão tombadas pelo Patrimônio Cultural da Cidade.
Para aqueles que o chamavam de louco, respondia: “Sou maluco para te amar, e louco para te salvar”.
Surgido com o desejo de marcar a maioridade do Imperador Pedro II (ocorrida em 1840), o edifício em estilo neo-clássico, na esquina da Av. Pasteur com a Av. Venceslau Braz, foi construído no período de 1842 a 1852.
Inaugurado como «Hospício D. Pedro II» recebeu os doentes que até então eram mantidos no centro da cidade pela Santa Casa da Misericórdia. Teve seu nome alterado, por Decreto de 1890, para «Hospício Nacional de Alienados», instituição que, em 1944, é transferida para Jacarepaguá.
A Reitoria da Universidade do Brasil ocupa o prédio em 1949, e o submete à restauração que preserva o estilo arquitetônico original e termina em 1953, quando algumas faculdades são instaladas no local. Em 1961, a Universidade do Brasil passou a chamar-se Universidade Federal do Rio de Janeiro. Com a construção da Cidade Universitária, na ilha do Fundão, a Reitoria transferiu-se, deixando no prédio de Botafogo algumas de suas unidades.
A foto de 1885 mostra, no canto direito, trecho do então Hospício D.Pedro II. As imagens abaixo mostram, o prédio ainda em frente ao mar _praia da Saudade, onde hoje fica o Iate Clube do Rio de Janeiro_ e a fachada, já como Palácio Universitário.
Pequena rua em Botafogo homenageia o jornalista, contista, cronista e teatrólogo João Paulo Emílio Cristóvão dos Santos Coelho Barreto.
Nascido no Rio de Janeiro, em 1881, era filho de Alfredo Coelho Barreto, um gaúcho positivista, e de Florência, uma bela negra dez anos mais moça. Aos 18 anos tornou-se jornalista. Fez parte do grupo de colaboradores de José do Patrocínio no jornal Cidade do Rio, quando adotou o pseudônimo João do Rio, o mais conhecido dentre os muitos que usou.
Foi redator de importantes diários como a Gazeta de Notícias e O País. Fundou o jornal A Pátria que dirigiu até sua morte, em junho de 1921. Ocupou, desde 1910, a cadeira 26 da Academia Brasileira de Letras, e participou da fundação, em 1917, da Sociedade Brasileira de Autores Teatrais que, mais tarde, presidiu.
Revolucionou a maneira de redigir as notícias, dinamizando o jornalismo, até então cheio de arcaísmos e pompas vazias.
Deixou muitas obras que, infelizmente, perderam popularidade com o passar dos anos. Conhecido continua o livro A Alma Encantadora das Ruas. Dentre seus contos a sátira O Homem da Cabeça de Papelão. O sítio Domínio Público disponibiliza 5 de suas obras.
Por mais de uma ocasião, os arcos do Aqueduto da Carioca serviram de moradia. Moradia de fato, não simples acampamentos ou improvisações temporárias.
Uma delas fotografada pelo espanhol Rafael de Castro y Ordoñez (1834-1865), membro da Expedição Científica (1862-1866), organizada durante o reinado de Isabel II, de Espanha.
Essa foto, mostrada acima, fez parte de um grupo de 33 obsequiadas a D. Pedro II pela Expedição. Mais tarde veio a fazer parte de um álbum, com 21.741 outras, presenteadas, pelo Imperador, à Dona Thereza Christina. Albúm que, hoje, faz parte do acervo da Biblioteca Nacional. (revista VEJA, de 23/06/1999).
Abaixo, um postal de 1910 que mostra ainda o aproveitamento dos arcos com moradias.
Abaixo, alguns cartões postais que mostram locais e pavilhões da Exposição. Consta que do Distrito Federal (então ocupando o atual Município do Rio de Janeiro), expuseram seus produtos mais de 700 estabelecimentos industriais, destacando-se 61 fabricantes de calçados, 29 de chápeus, e 19 de fios e tecidos.
Acima, o postal da Exposição onde se vê o prédio construído na segunda metade do séc. XIX para ser a Escola Militar, formadora de Oficiais do nosso Exército, que ali permaneceu até 1905.
Durante a Exposição, foi transformado em Pavilhão das Indústrias. Em seguida, o edifício foi ocupado pelo 3° Regimento de Infantaria.
Em novembro de 1935, o quartel, sublevado e dominado pelos comunistas, foi bombardeado e ocupado pelas tropas legalistas em menos de dez horas. Demolido, deu origem à Praça General Tubúrcio.